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A Umbanda é uma religião de amor, caridade e luz, nascida do encontro entre a sabedoria dos povos africanos, indígenas e espíritas. É um caminho de fé que acolhe a todos, sem distinção, e ensina que servir ao próximo é servir a Deus. Na Umbanda, o sagrado se manifesta em simplicidade — na reza, na vela acesa, no toque do atabaque, no perfume das ervas e na palavra dos Guias.
Ela une céu e terra, corpo e espírito, tradição e renovação. É uma escola de humildade e aprendizado, onde cada consulente, cada médium e cada entidade tem seu papel no grande círculo da vida.
A Umbanda na sua composição reúne os elementos divinos, doutrinários, rituais e humanos em um caminho de fé e caridade. Seus componentes essenciais incluem:
Observação: a intensidade e ênfase desses elementos variam conforme a linha doutrinária de cada casa.
Umbanda é a fé que se faz ação, a caridade que se transforma em luz e o amor que se espalha como perfume de flor de Oxum.
As raízes da Umbanda surgem no século XIX, nos terreiros e senzalas, onde cânticos e manifestações espirituais ganharam forma. Com a mudança social após leis de liberdade, formaram-se tendas e terreiros que preservaram e adaptaram as práticas.
A Umbanda nasceu em solo brasileiro, no início do século XX, sob a luz da revelação do Caboclo das Sete Encruzilhadas através do médium Zélio Fernandino de Moraes. Surgiu como uma resposta divina ao anseio de união entre os mundos, reunindo ensinamentos do Espiritismo, do Catolicismo popular, das tradições africanas e da sabedoria indígena.
Desde então, a Umbanda floresceu em inúmeros terreiros, expandindo-se com amor e disciplina, sem jamais perder sua essência: a prática da caridade e o culto aos Orixás, Guias e Ancestrais.
A Umbanda nasceu do coração do povo e do sopro dos Orixás — uma estrela brasileira que brilha para todos.
A essência da Umbanda é a caridade. Tudo o que nela se faz — o canto, o toque, o trabalho e o silêncio — é expressão do amor divino em ação. Ao longo do tempo, a Umbanda se manifestou em diferentes formas e ramificações, cada uma trazendo sua maneira particular de louvar, ensinar e servir.
Essas vertentes, embora distintas em ritos e fundamentos, compartilham a mesma luz: a fé em Deus, a prática do bem e o respeito aos Orixás e Guias. Em todas, pulsa o mesmo coração — o da Umbanda universal, simples e verdadeira.
Muitas são as formas, mas uma só é a essência — a caridade que nasce da fé e floresce no amor.
A Umbanda repousa sobre pilares sagrados que sustentam o equilíbrio entre o mundo espiritual e o humano. É a expressão do amor divino em ação, a ponte entre o Céu e a Terra, onde os Orixás e Guias iluminam o caminho dos que buscam a verdade.
Um Deus Único: Zâmbi, Olorum, o Criador Supremo, fonte de toda a vida e de toda a energia. Sua luz se manifesta através dos Orixás, forças divinas que regem os elementos da natureza e refletem as virtudes do Criador.
Os Guias: espíritos elevados que descem à Terra movidos pela compaixão. Pretos-Velhos, Caboclos, Crianças e tantos outros mensageiros de amor, que ensinam paciência, humildade e fé, guiando corações aflitos na direção da luz.
Reencarnação, Karma e Dharma: leis divinas que nos recordam que cada vida é um degrau da evolução espiritual. Pelas ações do passado e pelas escolhas do presente, colhemos aprendizados que lapidam o espírito e o conduzem à perfeição.
A Mediunidade: dom concedido por Deus, elo entre os planos, canal de amor e serviço. O médium é o instrumento da caridade, e por suas mãos e coração fluem as bênçãos dos Orixás e Guias, em benefício de todos os seres.
O Caminho: trilhar a vida com fé, humildade e amor, compreendendo que a verdadeira elevação nasce da prática constante da caridade. A Umbanda ensina que todas as religiões, quando movidas pela luz, conduzem ao mesmo Criador.
“Umbanda é o verbo do amor que se faz ação, é a fé que caminha de mãos dadas com a caridade.
O templo, o terreiro ou o centro de Umbanda é mais do que um espaço físico — é um santuário de luz, onde os mundos se encontram em perfeita harmonia. Ali, a espiritualidade se manifesta em cânticos, tambores e preces, despertando nos corações a vibração do sagrado.
O dirigente espiritual — Babá ou Babalaô — conduz as giras com respeito, disciplina e amor. É o guardião da casa e o elo entre os planos, aquele que dá passagem ao Guia de Luz que comanda os trabalhos espirituais. Seja Caboclo ou Preto-Velho, cada entidade é expressão viva do amor divino em forma humana.
As sessões são momentos de conexão profunda: giras de desenvolvimento, de consulta e de cura, onde se elevam orações e se compartilha a energia do bem. Cada trabalho é uma corrente de fé que envolve, acolhe e transforma.
Os médiuns, chamados de “cavalos”, são pontes entre o mundo material e o espiritual. São servos da caridade, que se doam com amor, respeitando seus Guias e cuidando da pureza de suas intenções. A disciplina, a fé e a humildade são as chaves que abrem as portas do progresso espiritual.
No terreiro, cada ponto cantado é uma prece, cada toque de atabaque é um chamado à vibração divina. A Umbanda é o movimento da alma em sintonia com a luz, o amor em forma de rito, o coração em prece constante.
No toque do tambor ecoa a voz dos ancestrais, e no silêncio do coração nasce a fé verdadeira.
Médium é aquele que traz o dom do contato com o mundo espiritual — seja pela incorporação, audição, fala, escrita ou visão. É um instrumento nas mãos dos Guias e Orixás, escolhido para servir na caridade, no amor e na fé que sustentam a Umbanda.
Muitos acreditam que a mediunidade é sinônimo de sofrimento, mas não é dor — é provação e aprendizado. A vida mediúnica exige dedicação constante, e embora não seja fácil, é uma das maiores bênçãos que o ser humano pode receber, pois é através dela que se manifesta o amparo aos encarnados e desencarnados.
Há médiuns que sofrem por não compreenderem a grandeza de sua missão — por vaidade, descuido, ou por falta de entrega sincera ao trabalho espiritual. O verdadeiro médium aprende com o tempo que a humildade é o escudo e a disciplina é a espada diante das forças que se manifestam. A fé e a orientação dos Guias conduzem à harmonia e ao equilíbrio necessários para servir com plenitude.
O médium deve pautar sua vida com retidão moral, dignidade e honestidade, sendo exemplo dentro e fora do Terreiro. Deve respeitar os ensinamentos de seus Orixás, cumprir suas obrigações espirituais e cuidar de seu corpo e mente, mantendo sempre o compromisso com a luz que o guia.
Antes das sessões, é essencial que o médium esteja preparado — de corpo limpo, vestes adequadas, e coração sereno. Deve buscar a purificação através dos banhos de ervas indicados por seus Guias e manter-se centrado, deixando os problemas materiais do lado de fora do Terreiro, para que o sagrado encontre espaço para agir.
Também é importante respeitar as orientações espirituais, mantendo-se em resguardo no dia das sessões, evitando relações íntimas e dispersões de energia, para que a corrente permaneça forte e equilibrada. O médium consciente sabe que sua força vem do compromisso, e que cada gesto reflete sua ligação com o Divino.
A mediunidade é, acima de tudo, um caminho de evolução e doação — uma jornada em que o coração aprende a ouvir o chamado dos Orixás e a servir com humildade, fé e gratidão.
Ser médium é ser ponte viva entre o Céu e a Terra — é permitir que o amor dos Orixás toque o mundo através das próprias mãos.
A Umbanda ensina que o verdadeiro crescimento espiritual nasce da convivência harmoniosa entre todos os seres. Cada pessoa traz em si uma centelha divina, e reconhecer essa luz no outro é o primeiro passo para a paz e a evolução coletiva.
Dentro do terreiro, aprendemos que não há diferença entre cores, crenças, gêneros ou classes. Todos são filhos do mesmo Criador e partilham a mesma jornada rumo à luz. Assim, o respeito não é apenas um valor — é um exercício diário de amor, empatia e compreensão.
A convivência na Umbanda é também um espelho da vida: ensina-nos a ouvir com o coração, a perdoar com sinceridade e a servir com humildade. Nos ritos, nas giras e nas conversas simples, cultivamos a fraternidade e a união, fundamentos que sustentam a força de nossa corrente espiritual.
O respeito se estende à natureza, aos Orixás e aos espíritos que nos acompanham. Cada folha, cada pedra, cada gota d’água e cada ser carrega a energia do sagrado. Honrar essa conexão é reafirmar nosso compromisso com o equilíbrio e com a vida em todas as suas formas.
Na Umbanda, o respeito é a oração silenciosa que une almas, e a convivência é o solo fértil onde floresce o amor divino.
A Umbanda é uma expressão viva da união entre povos, crenças e caminhos espirituais. Nasceu do encontro entre a sabedoria ancestral africana, a pureza da fé indígena e a devoção do homem branco, moldando-se sob a luz divina que habita em todos os corações.
Dos africanos, herdamos o culto aos Orixás e o respeito aos antepassados — guardiões da força e do mistério da natureza. Dos indígenas, recebemos o amor pela terra, pelas ervas e pelos espíritos da floresta — vozes que ensinam cura e equilíbrio. Dos europeus, vieram os ensinamentos cristãos da caridade e da compaixão — sementes de luz que florescem na prática do bem. E do Oriente, assimilamos o entendimento da reencarnação, do karma e do dharma, recordando que cada vida é uma oportunidade de aprendizado e evolução.
Em cada canto, cântico e oferenda, a Umbanda manifesta o encontro das raças, a comunhão das almas e a harmonia entre o visível e o invisível. É a síntese sagrada do que há de mais puro na fé humana.
Na Umbanda, todas as cores da fé se unem na mesma luz.
Textos adaptados e organizados pela Tenda Espírita Pena Verde — para uso informativo e educativo no site institucional.